segunda-feira, 28 de novembro de 2011

HORROR ONÍRICO

Sanguinolento pus escorre pela ferida
Gritos de desespero ecoam pela madrugada
A morte que antes temia, agora vos é querida
Sua vida não vale mais nada
A cada golpe de marreta
Que estraçalha seus ossos
Separam-se as veias, esmagam-se tecidos
Ferimentos profundos e grossos
Dissecada viva, a vagina é escalpelada
A agonia continua e cresce a cada marretada
Os músculos se contraem quando o ventre é aberto
São expostas as entranhas, o ápice chega mais perto
Água fervente é derramda sobre a ferida
Queimando os orgãos e a fazem gritar
Quanto mais durará essa tortura?
Será que nunca vai acabar?
Ela finalmente sente um alívio
Daquele sentimento medonho
Abre os olhos e percebe
Que tudo foi apenas um sonho...